terça-feira, agosto 19, 2008

Síndrome da Garrafa de Champanhe.

Síndrome ou parte integrante de cada ser? Não consigo decidir.


Olho para trás e para as pessoas com quem me fui cruzando. Olho para mim. (Não será afinal a mesma coisa?)
Há algo de comum nestes encontros, algo que se vai desenvolvendo e renovando. Somos como uma garrafa de espumante. Por vezes o mundo vem abanar-nos. Uma pessoa pode facilmente criar uma entropia de ideias, a comichão de uma dúvida, a inquietude de uma emoção. Condições mais intensas tiram-nos a tampa. Precisamos de explodir pois já não é possível conter a pressão das ideias, dos sentimentos, da dor… Quem nos rodeia pode pensar que enlouquecemos mas no fundo estamos apenas em transformação, em desenvolvimento. Ressacamos da perda ou da conquista, digerimos a mudança. É tempo de calmaria. Sim. Devemos voltar a rolhar a garrafa para que as bolhas que nos impelem a lutar e a crescer não se percam na estagnação do hábito, até que nos permitamos ser abalados de novo.
Isto é viver.

domingo, agosto 03, 2008

Bem.
Um quarto à média luz, a música certa, a temperatura adequada. O Silêncio imperturbável da noite lá fora. Estou bem. Como se nada faltasse a este projecto de vida que me sei. Sem pendentes ou incertezas urgentes, ou pelo menos não sofrendo por antecipação. Percebo que é possível sentir-me bem neste corpo que costumava carregar, neste mundo, nesta vida. Integro as minhas últimas conquistas e preparo-me com calma para as que hão-de vir. E finalmente, aceito o que construí e o que ainda tenho para trabalhar. E sinto-me bem.